Estudo defende melhores políticas de utilização das termas

Projeto envolve consórcio com oito países europeus

02 agosto 2018
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Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estão a participar num projeto internacional que visa melhorar as políticas relacionadas com a utilização das termas para fins preventivos e medicinais, noticiou a agência Lusa.
 
Com esta iniciativa, que envolve parceiros da Roménia, da Polónia, da Lituânia, da Eslovénia, da Letónia, da França, da Hungria e de Portugal, os responsáveis pretendem abordar o desafio social do envelhecimento da sociedade, demonstrando que o termalismo pode ser um setor com potencial para tornar os cuidados de saúde mais eficientes.
 
O investigador Pedro Augusto, coordenador científico, contou que a iniciativa, que iniciou em junho e tem a duração total de quatro anos e meio, divide-se em duas fases, destinando-se a primeira ao levantamento das condições e as práticas relacionadas com o termalismo nos oito países pertencentes ao consórcio.
 
Numa segunda fase, continuou o coordenador, será elaborado um plano de ação com o objetivo de mudar políticas, a nível regional e nacional, "de forma a que se consigam implementar todas as correções que forem sendo listadas" durante a primeira fase, recuperando também as termas que não estão ativas.
 
Para a diretora da FMUP, Maria Amélia Ferreira, a utilização das termas traz diversos benefícios para a saúde, podendo as mesmas estar orientadas para tratamentos respiratórios, gastrointestinais e dermatológicos, dependendo da tipologia das suas águas.
 
Além dos tratamentos que podem ser disponibilizados para condições específicas, a diretora da FMUP destacou o facto de o termalismo ser uma "cultura milenar", que permite ao organismo dos utilizadores estar "numa situação de tranquilidade".
 
Paralelamente ao desenvolvimento económico que o projeto pode trazer, destacou a formação dos profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e auxiliares, que prestam cuidados aos utilizadores das termas.
 
"Enquanto os hospitais estão a abarrotar de gente, nas termas, que muitas vezes seriam a opção ideal para resolver as questões da maioria das pessoas que vão ao hospital, não se passa o mesmo. Embora essa tradição tenha existido no passado, perdeu-se muito", salientou Pedro Augusto.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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