Estados Unidos financiam investigação do i3S

Investigação sobre biomarcadores preditivos da colite ulcerosa e doença de Crohn

08 outubro 2019
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Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) receberam mais de um milhão de euros do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América para estudar os biomarcadores associados ao desenvolvimento da Doença Inflamatória Intestinal.
 
Em entrevista à agência Lusa, Salomé Pinho, investigadora e líder do grupo 'Immunology“Immunology, Cancer & GlycoMedicine' GlycoMedicine” do i3S explicou que o projeto visa descobrir os "biomarcadores preditivos e causais" da Doença Inflamatória Intestinal e desenvolver novas estratégias de prevenção.
 
"Atualmente, não existe forma de prever a doença, não há forma de prever quem é que vai desenvolver a doença, e isso é o caráter mais inovador deste projeto", salientou. 
 
A Doença Inflamatória Intestinal (Colite Ulcerosa e Doença de Crohn) é uma doença crónica do trato gastrointestinal que afeta sobretudo indivíduos jovens em idade ativa. Em Portugal, estima-se que cerca de 15 a 20 mil indivíduos sofram desta doença.
 
Contudo, uma vez que são ainda desconhecidas as "causas" desta doença, que afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas na Europa, o objetivo dos investigadores do i3S passa por identificar as "assinaturas moleculares" que têm por base os açúcares [glicanos] que estão associados ao desenvolvimento desta doença.
 
Os investigadores vão por isso analisar dados e amostras de sangue resultantes de avaliações e monitorizações clínicas de 600 militares da Marinha Norte-Americana, sendo que em alguns a doença desenvolveu-se de forma "severa" e noutros não foi diagnosticada.
 
À Lusa, a investigadora adiantou que este financiamento é o "reconhecimento da qualidade de investigação que se produz no i3S".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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