Especialistas debatem efeitos da poluição na saúde

Várias fontes de poluição contribuem para doenças crónicas

15 outubro 2019
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Especialistas de diversas áreas juntaram-se na Universidade Nova para destacar a importância de estratégias multidisciplinares para combater os efeitos da poluição na saúde, sobretudo nas doenças respiratórias, que matam 40 pessoas/dia em Portugal.
 
Em declarações à Lusa, Pedro Martins, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa disse que Portugal “não é a ovelha negra” da Europa no que se refere aos efeitos da poluição na saúde, sobretudo a este nível, mas explica que o país caminha “para os efeitos que um país industrializado tem”.
 
O especialista apontou a asma, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e a rinite alérgica como as principais doenças respiratórias crónicas que têm a poluição como fator de risco importante.
 
A asma tem uma prevalência em Portugal de 7% e afeta cerca de 750.000 portugueses, a rinite alérgica cerca de 25% e na DPOC, para a cidade de Lisboa, segundo o especialista, a estimativa é de que 14% das pessoas acima dos 40 anos tenha a doença.
 
Pedro Martins lembrou que a poluição agrava os casos de quem já tem doença e sublinha que a exposição crónica ao longo da vida tem efeitos a médio e longo prazo.
 
O investigador recordou ainda que as pessoas passam 90% do seu tempo dentro de edifícios – casa, escolas e escritórios –-, e aponta o trabalho feito em creches e infantários que detetou que a qualidade do ar interior estava aquém do desejado e que uma pior ventilação estava associada ao aparecimento de doença respiratória na criança.
 
Acrescentou que, “à partida, quem viva nas zonas mais rurais estará menos exposto”, mas recorda que há outros hábitos, como a exposição ao fumo das lareiras (queima de biomassa), que são igualmente de risco para doenças respiratórias.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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