Epilepsia: tratamento eficaz das convulsões em breve?

Estudo publicado na revista “Journal of Neuroscience”

10 maio 2018
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Um novo estudo demonstrou que podem existir formas de tratar a disfunção na barreira sangue-cérebro em pacientes com epilepsia.      
 
Considerava-se que a epilepsia, uma das doenças neurológicas mais comuns, era causada e causava uma disfunção dos neurónios no cérebro. 
 
Todavia, recentemente foi descoberto que a doença pode ser causada por muitos outros fatores, incluindo uma disfunção na barreira entre o sangue e o cérebro. As convulsões danificam o revestimento dos capilares no cérebro. Os capilares permitem a entrada de nutrientes no cérebro, mantendo as toxinas fora. 
 
Os danos causados nos capilares causam permeabilidade na barreira sangue-cérebro, conduzindo a mais convulsões e, assim, à progressão da epilepsia.
 
Björn Bauer e colegas especularam que o neurotransmissor glutamato que é libertado quando se tem uma convulsão é mediador de um aumento de certas enzimas e níveis de atividade, contribuindo assim para que aquela barreira se torne permeável.
 
Os investigadores descobriram, com efeito, que durante uma convulsão o glutamato fazia aumentar a atividade de dois tipos de enzimas, resultando numa maior permeabilidade da barreira. A equipa descobriu ainda que era possível evitar as alterações mencionadas anteriormente através do bloqueio ou supressão genética da enzima cPLA2. 
 
Isto sugere que a enzima cPLA2 possa ser responsável pela permeabilidade da barreira.
 
Estes achados demonstram que podem assim existir novas formas de tratar e gerir as convulsões, considerando que 30% dos pacientes com epilepsia não respondem adequadamente à medicação para as mesmas.
 
Nesta ótica, a enzima cPLA2 constitui um potencial alvo farmacêutico nas disfunções da barreira sangue-cérebro e no melhoramento do tratamento da epilepsia e de outras doenças neurológicas que causem permeabilidade na barreira.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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