É possível prever atempadamente a rejeição de um transplante de rim?

Estudo publicado na revista “EBioMedicine”

07 março 2019
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Investigadores encontraram uma nova forma de prognosticar a rejeição de um transplante renal antes que a mesma aconteça, mediante a monitorização do sistema imunitário dos pacientes que tenham recebido o transplante.
 
Atualmente, a rejeição aguda só pode ser confirmada através de uma biópsia ao órgão transplantado. O problema é que a rejeição só pode ser tratada quando o órgão já se encontra danificado.
 
Num estudo desenvolvido pela equipa do Centro de Investigação Biomédica NIHR Guy's and St Thomas', Reino Unido, foi possível identificar uma combinação de sete biomarcadores que preveem a rejeição antes que ocorra qualquer dano no órgão transplantado. 
 
Para a sua investigação, a equipa recrutou 455 pacientes que tinham recebido um transplante de rim e que foram acompanhados durante o primeiro ano após o procedimento.
 
Durante esse ano foram regularmente recolhidas amostras de sangue e de urina aos pacientes. A partir dos resultados das análises das amostras recolhidas ao longo do tempo foi desenvolvida uma combinação dos sete genes que diferenciava os pacientes que tinham desenvolvido rejeição dos que não tinham.
 
A nova combinação foi posteriormente testada num grupo separado de pacientes, tendo demonstrado a sua eficácia em prever a rejeição a transplantes.
 
Os investigadores identificaram ainda uma combinação de seis genes que previam o desenvolvimento de nefropatia por vírus BK, que é uma forma menos comum da complicação, mas que aparenta ser muito semelhante e requer um tratamento diferente.
 
A possibilidade de se distinguir entre essas complicações poderá permitir que os médicos selecionem o tratamento mais apropriado, disseram os autores do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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