Duas proteínas exercem efeito regenerador na Parkinson

Estudo publicado na revista “International Review of Neurobiology”

17 janeiro 2018
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Um novo estudo atestou que a combinação de duas proteínas exerce um efeito regenerador sobre a doença de Parkinson, a segunda doença neurodegenerativa mais frequente globalmente.
 
Uma equipa de investigadores da Universidade do País Basco, Espanha, descobriu que a sinergia entre fatores neurotróficos revelou-se benéfica especialmente durante uma fase inicial da doença. Os fatores neurotróficos são proteínas que encorajam o crescimento, sobrevivência e plasticidade celular, desempenhando assim um papel fundamental no controlo da função neuronal.
 
A doença de Parkinson é causada pela perda de neurónios dopaminérgicos na substância negra do cérebro, e os quais são responsáveis pela produção da dopamina, que é um neurotransmissor que está substancialmente envolvido na modulação de movimentos involuntários. 
 
Para o estudo, a equipa usou modelos experimentais que simulavam diferentes estádios da doença de Parkinson. Como resultado, foi averiguado que as alterações causadas pela doença não são homogéneas nas partes do cérebro que são afetadas.
 
Catalina Requejo investigadora neste estudo explicou que “a incapacidade está correlacionada com a distribuição anatómica específica dos neurónios dopaminérgicos e dos seus terminais”, ou seja, as áreas da substância negra com maiores ligações entre os neurónios dopaminérgicos e as regiões que se tinham mantido íntegras eram menos afetadas. 
 
A equipa administrou estratégias terapêuticas nos modelos experimentais de Parkinson baseadas em fatores neurotróficos, especificamente o fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF) e o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) combinados para produzirem sinergia, e com libertação contínua e gradual, usando nanotecnologia. 
 
Os resultados do ensaio foram encorajadores, tanto nas fases inicial como severa do modelo da doença. A combinação de ambas as proteínas fez reduzir de forma significativa a degeneração dos neurónios dopaminérgicos na substância negra, e ainda induziu a formação de novas células e da diferenciação celular. 
 
Foi também observada uma melhoria nas áreas onde as fibras nervosas nesta região se projetavam. 
 
Finalmente, o facto de os fatores terem sido aplicados em nanoesferas no modelo da fase inicial da Parkinson, obteve os melhores resultados. Tudo isto contribui para concluir que o diagnóstico precoce da doença é muito importante e a nanotecnologia poderá ser muito útil para tratar a Parkinson.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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