Diferenças entre sexos no relógio biológico poderão beneficiar coração nas mulheres

Ratinhos fêmea conseguem regular a tensão arterial adequadamente, mesmo faltando um gene

14 janeiro 2019
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Um gene que controla o ritmo circadiano atua de forma diferente no sexo masculino e no sexo feminino, podendo proteger o sexo feminino contra as doenças cardíacas, sugere um estudo.
 
O estudo, que foi conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida, EUA, foi o primeiro a analisar os ritmos circadianos na tensão arterial em ratinhos do sexo feminino.
 
O ritmo circadiano, também conhecido como relógio biológico, contribui para variações normais registadas na tensão arterial e função cardíaca ao longo do dia.
 
Na maioria dos seres humanos saudáveis, a tensão arterial sofre uma queda durante a noite. No entanto, há pessoas que não experienciam esta queda normal; estas pessoas são chamadas de “não-dippers”. Os não-dippers são mais propensos a desenvolverem doenças cardíacas.
 
O nosso relógio biológico é composto por quatro proteínas principais, codificadas através de genes-relógio, os quais regulam quase metade de todos os genes no organismo, incluindo os que são importantes para a regulação de tensão arterial.
 
Estudos anteriores em ratinhos macho tinham demonstrado que os que não possuíam um desses genes-relógio, conhecido como PER1, tinham-se tornado não-dippers e apresentavam um risco mais elevado de doenças cardíacas e renais.
 
Os investigadores neste estudo analisaram a resposta circadiana e a tensão arterial de ratinhos fêmea que não expressavam o gene PER1 e compararam os resultados com os de ratinhos fêmea saudáveis.
 
Tanto com alimentações ricas como pobres em sal, os ratinhos de ambos os grupos aparentaram manter um ritmo circadiano na tensão arterial. Ao contrário dos ratinhos macho do estudo anterior, os ratinhos fêmea deste estudo sem o gene PER1 continuaram a ter quedas noturnas na tensão arterial.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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