Dieta vegan pode ajudar a evitar obesidade e diabetes de tipo 2

Estudo publicado na “Nutrients”

05 fevereiro 2019
  |  Partilhar:
A adoção de uma dieta vegan poderá ter um impacto benéfico em variados aspetos da saúde de um indivíduo, atestou um novo estudo.
 
O estudo, que foi conduzido por investigadores de três instituições na República Checa e EUA, descobriu que uma alimentação de estilo vegan promove a presença de certas hormonas gastrointestinais que ajudam a regular a tensão arterial.
 
Por sua vez, essas hormonas ajudam o indivíduo a ter uma sensação de saciedade mais rapidamente e a sua ação torna-se benéfica para a manutenção de um peso adequado.
 
Os investigadores recrutaram, para o seu estudo, 60 indivíduos do sexo masculino, 20 dos quais tinham um diagnóstico de obesidade, 20 tinham um diagnóstico de diabetes de tipo 2 e os restantes 20, o grupo de controlo, não apresentavam problemas de saúde.
 
Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos que receberam as seguintes refeições: um grupo recebeu uma refeição de estilo vegan com tofu e o outro recebeu uma refeição com carne processada e queijo. Ambos os tipos de refeição apresentavam o mesmo número de calorias e macronutrientes.
 
Foi apurado que os participantes que tinham consumido a refeição vegan apresentavam um nível mais elevado de hormonas gastrointestinais benéficas do que os homens que tinham consumido a refeição com carne e queijo.
 
Segundo os investigadores, as hormonas gastrointestinais benéficas ajudam a regular os índices de glicose, a produção de insulina, os níveis de energia e ainda aumentam a sensação de saciedade, contribuindo para a gestão do peso.
 
A sensação de saciedade, continuam, é devida ao facto de os alimentos vegetais serem ricos em fibra, o que pode fazer aumentar a sensação de saciedade, mas sem calorias adicionais. 
 
“O facto de simples escolhas de refeição poderem aumentar a secreção dessas hormonas saudáveis tem implicações importantes para quem tem diabetes de tipo 2 ou problemas de peso”, sugere Hana Kahleova, coautora do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar