Diabetes tipo 1: maior eficácia no transplante de células produtoras de insulina

Descoberta publicada na revista “Nature Communications”

15 novembro 2019
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Investigadores da Universidade e dos Hospitais Universitários de Genebra conseguiram criar um método de transplante de células produtoras de insulina mais eficaz e com mais sucesso.
 
O pâncreas contém grupos de células, chamados de ilhotas de Langerhans, onde as células que produzem as hormonas reguladoras de glicose no sangue estão agrupadas.
 
A diabetes tipo 1 caracteriza-se pela falta das células produtoras de insulina no pâncreas. O transplante de ilhotas é a última esperança destes doentes. Contudo, uma grande parte delas não se conecta ao recetor e acaba por morrer.
 
De forma a criar ilhotas mais resistentes que sobrevivam ao transplante, os investigadores experimentaram adicionar-lhes células epiteliais amnióticas retiradas das paredes na membrana interior da placenta.
 
Num teste in vitro, a equipa descobriu que as células epiteliais amnióticas permitiram que os grupos de células pancreáticas formassem esferas, o que indica uma boa comunicação e conexão intracelular.
 
Noutro teste, as ilhotas de Langerhans com células epiteliais amnióticas foram transplantadas em ratos diabéticos. Estes rapidamente começaram a produzir insulina.
 
Foi observado que as ilhotas transplantadas se adaptaram bem e começaram a criar vasculatura, o que permitiu oxigenação das células e fornecimento de nutrientes para garantir a sobrevivência.
 
As células epiteliais amnióticas são já usadas noutras formas de terapia, como reparação da córnea. Elas promovem a função das células pancreáticas que é produzir insulina de acordo com as flutuações dos níveis de açúcar no sangue.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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