DGS recomenda suplementos vitamínicos a grávidas vegetarianas e bebés

Alimentação dos primeiros 1.000 dias de vida é fundamental para o desenvolvimento

17 outubro 2019
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A Direção-geral da Saúde (DGS) recomenda suplementos de vitaminas e minerais para bebés e grávidas com alimentação vegetariana e lembra que a dieta não omnívora no primeiro ano de vida deve estar sempre sob supervisão médica.
 
“A existência de um número crescente de progenitores que praticam e pretendem que o lactente pratique outras dietas, nomeadamente vegetarianas, leva à necessidade de saber adequar, com a máxima segurança possível, a alimentação do lactente a uma alimentação não omnívora”, recordam os autores das linhas de orientação para profissionais sobre a alimentação saudável dos 0 aos 6 anos.
 
Os especialistas dizem que a alimentação vegetariana durante o primeiro ano de vida é possível, mas avisam que “quanto mais restritiva for a dieta maior o risco de carências nutricionais com repercussão no crescimento, maturação e desenvolvimento” e defendem que "deve ser estritamente cumprida a suplementação vitamínica e mineral recomendada”.
 
O défice em vitamina B12, “associado a compromisso irreversível do desenvolvimento cerebral, do crescimento e ainda à anemia megaloblástica”, e a carência de vitamina D e cálcio, “que compromete o crescimento e a saúde óssea e o desenvolvimento muscular”, e de ferro, associada ao desenvolvimento neuro-cognitivo e motor, são algumas das limitações a ter em conta.
 
Num recém-nascido/lactente, filho de mãe vegetariana, a realizar aleitamento materno, “deve ser rigorosamente vigiada a suplementação materna em vitaminas e minerais, bem como efetuada suplementação ao lactente”, aconselham.
 
Em declarações à agência Lusa, a responsável sublinha que os primeiros 1.000 dias de vida – desde a conceção até ao final do segundo ano de idade – é uma altura “extremamente exigente do ponto de vista nutricional”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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