Desenvolvidos testes para certificar produtos alimentares

Estudo conduzido pela CIIMAR

01 junho 2018
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Investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR) criaram uma “startup” que produz testes e “kits” para identificar e certificar produtos alimentares, efetuar análises forenses e detetar agentes patogénicos e espécies invasoras.
 
"A nossa ideia é fornecer aos utilizadores a possibilidade de saber qual a espécie de qualquer amostra biológica que estes queiram analisar", disse à agência Lusa Filipe Pereira, líder do projeto.
 
As soluções desenvolvidas pela “startup” (empresa de base tecnológica em fase de desenvolvimento) denominada Identifica, que realiza igualmente análise de amostras no seu laboratório, podem ser utilizadas por laboratórios, por empresas e pela comunidade em geral.
 
Segundo o coordenador, esses testes e “kits” são o resultado de dez anos de investigação na área da genética populacional e forense, na Universidade do Porto, "apresentando características únicas, nomeadamente na identificação de amostras degradadas e processadas".
 
"A grande vantagem é termos desenvolvido ‘kits’ que funcionam em amostras degradadas e com misturas de diferentes espécies", como é o caso dos produtos alimentares processados e das amostras ambientais, frisou.
 
"Os nossos ‘kits’ estão desenhados para darem resultados quando as amostras têm pouco ADN, situações em que, através de outras técnicas, não se consegue obter qualquer resultado", acrescentou. 
 
Por outro lado, enquanto "a maioria das empresas no mercado fornece testes para humanos", os responsáveis pela Identifica estão "focados em identificações biológicas em ADN de outros animais, plantas, bactérias e fungos".
 
Em breve, a equipa espera lançar um serviço para deteção de ADN de animais em amostras alimentares e vestuário, tendo como público-alvo os utilizadores “vegan”.
 
No futuro, pretendem também tornar os “kits” portáveis, permitindo ao utilizador fazer a identificação em qualquer local, trabalho que está a ser desenvolvido em parceria com o International Iberian Nanotechnology Laboratory (INL), em Braga.
 
Segundo Filipe Pereira, essa é uma inovação que "ainda não existe, em nenhuma parte do mundo".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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