Desenvolvido método de deteção de células de melanoma no sangue

Estudo publicado na revista “British Journal of Cancer”

13 fevereiro 2020
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Num estudo liderado por Elin Gray da Universidade Edith Cowan, Austrália, foi desenvolvido um novo método que deteta células de melanoma em circulação no sangue, o que melhora o diagnostico e monitorização da doença.
 
Gray afirma que este método ajudará a tratar o melanoma, impedindo-o de se espalhar. O cancro espalha-se pelo corpo através de células suas que viajam pelo sangue e formam tumores secundários (metástases).
 
As células do melanoma que circulam no sangue são difíceis de detetar pois existem em várias formas e com diferentes bioatividades, pelo que podem passar despercebidas. Além disso, escondem-se no sangue entre muitas outras células.
 
As taxas de deteção atuais variam entre os 40 e os 87%, pelo que os investigadores concluíram que um único método não é eficaz, dada a diversificação das células do melanoma que circulam.
 
A equipa desenvolveu por isso uma abordagem multifacetada de análise de 5 genes por RT-PCR e 19 genes por PCR digital através da combinação de imunocitoquímica com análise transcriptómica.
 
A análise efetuada revelou uma heterogeneidade entre as células de melanoma circulantes no sangue das amostras analisadas, conseguindo uma taxa de deteção de 72%.
 
Esta combinação de métodos permite uma taxa de deteção mais elevada do que um único método, o que significa a possibilidade de um melhor combate ao melanoma e metástases.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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