Desenvolvida escala genética que prevê a longevidade

Estudo apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana de Genética Humana

25 outubro 2018
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Uma equipa de investigadores descobriu uma forma de prognosticar a longevidade de uma pessoa através da análise das variações genéticas no genoma humano que são responsáveis pelo processo de envelhecimento.
 
Vivemos rodeados de recomendações sobre a adoção de um estilo de vida saudável para prolongar a longevidade e especialmente, em bom estado de saúde. Mas por muito peixe gordo que consumamos, os genes desempenham um papel relevante na determinação dos anos que viveremos.
 
O estudo que foi conduzido por Paul Timmers, da Universidade de Edimburgo, reino Unido, e equipa, pretendeu, assim, determinar os fatores genéticos que contribuem para uma maior longevidade. Para o efeito, a equipa contou com dados de meio milhão de pessoas que foram analisados e combinados com informação relativa à longevidade dos pais de cada uma daquelas pessoas. 
 
Graças à extensão da amostra, os investigadores conseguiram confirmar seis associações genéticas relacionadas  com o envelhecimento já identificadas, como a ligação entre o gene APOE e o risco da doença de Alzheimer.
 
Os investigadores identificaram 21 regiões genéticas que influenciavam a longevidade de um indivíduo; com esta informação genética, os cientistas construíram a escala de prognosticação da longevidade.
 
Paul Timmers revelou os resultados: “usando apenas a informação genética, conseguimos identificar os 10% de pessoas com mais genes protetores que irão viver uma média de mais cinco anos do que os 10% menos protegidos”.  
 
Os investigadores apuraram ainda que as variantes genéticas comuns “associadas à demência, fumar/cancro do pulmão e risco cardiovascular explicam o maior índice de variações na longevidade”. A equipa estima que pelo menos 1 em 200 pessoas possuam estas variantes genéticas, também conhecidas como polimorfismos de nucleotídeos únicos (SNP na sua sigla em inglês).
 
Finalmente, os investigadores não detetaram previsões de longevidade para outros cancros, o que sugere que o risco de morte por aquelas doenças poderá ser devido a SNP mais raros ou ao meio-ambiente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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