Descobertos novos tipos de cancro da mama com respostas diferentes a terapia

Estudo publicado na revista “npj Breast Cancer”

07 agosto 2019
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Uma equipa de investigadores descobriu cinco novos tipos de cancro da mama que respondem a tratamentos personalizados distintos.
 
O achado foi da equipa do Instituto de Investigação do Cancro, em Londres, Reino Unido, que usou inteligência artificial para identificar diferentes padrões no cancro da mama. 
 
A inteligência artificial permitiu revelar diferenças fundamentais entre vários tumores que outrora eram considerados como pertencendo ao mesmo tipo de cancro da mama.
 
A maior parte dos cancros da mama desenvolve-se nas células que revestem os ductos mamários e “alimenta-se” das hormonas estrogénio e progesterona. Estes cancros são denominados tumores luminal A e normalmente apresentam as melhores taxas de cura.
 
Contudo, as pacientes com estes cancros respondem de formas muito distintas aos tratamentos padrão, como o tamoxifeno, ou a novos tratamentos no caso de recidivas, como a imunoterapia.
 
A equipa usou inteligência artificial para analisar um elevado volume de dados sobre a constituição genética, molecular e celular de tumores da mama luminal A, juntamente com dados sobre a sobrevivência de pacientes.
 
Foram assim identificados os cinco tipos da doença. As mulheres com um tipo chamado de “inflamatório” detinham células imunitárias nos seus tumores e níveis elevados da proteína PD-L1, o que sugere que poderiam responder melhor a imunoterapias.
 
Outro grupo de pacientes tinha tumores triplo negativos, os quais não respondem a tratamentos hormonais padrão, mas possuíam vários indicadores que sugeriam que poderiam também responder a imunoterapia.
 
As pacientes com tumores que continham uma alteração específica no cromossoma 8 apresentavam uma sobrevivência pior do que outros grupos, quando tratadas como tamoxifeno e tendiam a sofrer recidivas muito mais cedo, em relação a pacientes que tinham um tipo de tumor com muitas células estaminais. Aquelas pacientes poderiam beneficiar de um tratamento adicional para prevenir ou atrasar uma recidiva.
 
Os marcadores identificados neste estudo não põem em questão a classificação geral do cancro da mama, mas identificam diferenças adicionais dentro das subdivisões atuais da doença, com implicações importantes para o tratamento. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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