Descobertos 10 potenciais alvos celulares para tratar o glioblastoma

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

13 novembro 2019
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Um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, encontrou alterações nas células endoteliais do tumor que podem ser usadas como potenciais alvos sem afetar o restante tecido cerebral.
 
Lynn Butler, que liderou o estudo, explica que as proteínas expressadas apenas pelas células endoteliais do tumor (células que alinham os vasos sanguíneos do tumor) podem ser usadas para atacar o fornecimento de sangue ou para transportar agentes terapêuticos.
 
A identidade das células é determinada pelo tipo de proteína que expressam no seu interior. Para o presente estudo, foi analisado tecido cerebral humano e amostras de glioblastoma, um tipo de tumor agressivo e com alta taxa de mortalidade.
 
Os investigadores desenvolveram um método para processar os dados existentes de transcrições de células de todo o tecido cerebral e identificar transcrições apenas presentes em certos tipos de células.
 
A equipa conseguiu definir propriedades que caracterizam os tipos de células e comparar perfis entre tecido normal e tecido doente.
 
Forma encontradas 10 transcrições de células endoteliais específicas do glioblastoma que não se encontram na vasculatura de tecido cerebral normal.
 
Butler afirma que estes marcadores oferecem uma nova visão sobre a biologia do glioblastoma e representam um potencial alvo para a terapia especificamente no tumor.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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