Descoberto sensor cerebral que controla o fluxo sanguíneo no cérebro

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

17 janeiro 2020
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Investigadores da Universidade College London, da Universidade de Auckland e da Universidade de Bristol descreveram pela primeira vez um sensor cerebral que controla o fluxo de sangue no cérebro de forma independente.
 
O cérebro necessita de mais oxigénio do que qualquer outro órgão para suprir a necessidade de muito oxigénio dos neurónios. Perturbações no fluxo de sangue no cérebro são a causa de declínios cognitivos, demência ou Alzheimer.
 
Neste estudo, os investigadores encontraram uma nova função dos astrócitos. Este tipo de células da glia funciona como sensores que protegem o cérebro de reduções de fluxo sanguíneo prejudiciais.
 
Os astrócitos estão posicionados entre os vasos sanguíneos e células nervosas importantes que controlam o coração e a circulação periférica, controlando assim a pressão arterial.
 
Em ratos, os cientistas descobriram que reduções do fluxo sanguíneo fazem com que os astrócitos libertem sinais químicos que estimulam as células nervosas a aumentar a pressão arterial e a restaurar o fluxo sanguíneo de modo a repor os níveis de oxigenação.
 
Este estudo revela que os astrócitos são sensores no cérebro importantes para a manutenção da oxigenação e fluxo de nutrientes necessários à operação ininterrupta do cérebro.
 
Os investigadores acreditam que é possível reduzir a pressão arterial em doentes hipertensos, e reduzir enxaquecas e AVC’s ao reduzir a atividade dos astrócitos. Ativar estas células poderá, pelo contrário, aumentar o fluxo de sangue e ajudar a tratar problemas de demência relacionados com a falta de oxigenação.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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