Descoberto composto não tóxico eficaz em células cancerígenas resistentes

Estudo publicado na revista “Neuro-Oncology”

25 outubro 2019
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Um grupo de cientistas internacionais descobriu um composto químico capaz de atingir as células de glioblastoma resistentes à quimioterapia.
 
O glioblastoma é um tumor resistente com uma média de sobrevivência de 15 meses. A dificuldade em erradicá-lo prende-se com a falta de métodos para combater as suas células-tronco ou células iniciantes, que têm uma grande capacidade de criar tumores e de resistir à quimioterapia.
 
Os cientistas conseguiram criar em laboratório culturas de células iniciantes de glioblastoma humanas resistentes à temozolimida, o fármaco mais usado no combate ao glioblastoma.
 
Através de análises a fármacos com alta tecnologia, os investigadores tentaram encontrar um composto que danificasse especificamente as células iniciantes de glioblastoma, sem comprometer as células-tronco dos neurónios e os astrócitos.
 
Os compostos foram analisados com base na sua atividade citotóxica, expressão de vários marcadores de células e atividade supressora de tumores.
 
Concluiu-se que o composto 10580 seria eficaz em eliminar ou danificar as células iniciantes de glioblastoma. Este composto inibe a atividade da Dihydroorotate dehydrogenase, uma enzima fundamental para a síntese de pirimidinas na membrana interior da mitocôndria.
 
O composto 10580 foi administrado oralmente nos ratos com o tumor, confirmando a sua eficácia anti-cancro. Além disso, os animais não mostraram sinais de toxicidade, sugerindo que este fármaco não é tóxico para as outras células.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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