Descoberta potencial causa do lúpus

Estudo publicado na revista “Nature Immunology”

19 julho 2017
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Um novo estudo poderá ter levado à descoberta da potencial causa do lúpus.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Betty Diamond do Instituto Feinstein de Investigação Médica, EUA, o estudo poderá ter permitido identificar uma proteína que causa a reação adversa do sistema imunitário que se observa nos pacientes que sofrem daquela doença autoimune.
 
Possuir uma melhor perceção sobre a forma como o sistema imunitário se torna hiperativo irá permitir aos investigadores elaborarem tratamentos mais eficazes, tanto para o lúpus como para outras doenças autoimunes. 
 
O sistema imunitário dos pacientes com lúpus não possui a capacidade de distinguir entre agentes estranhos e tecido saudável. Desta forma, o sistema imunitário torna-se hiperativo, atacando o tecido saudável, o que promove a inflamação e danos nos órgãos internos, pele e articulações. 
 
Estudos anteriores demonstraram que o polimorfismo ou variação no gene PRDM1 constitui um fator de risco para o lúpus. O gene PRDM1 faz ativar a produção de uma proteína conhecida como Blimp-1, a qual foi investigada pela equipa no sentido de se identificar a forma como esta proteína regula o sistema imunitário.
 
Para o estudo, a equipa usou um modelo animal. Os resultados demonstraram que os animais do sexo feminino com uma produção limitada de Blimp-1 tinham um aumento na proteína conhecida como CTSS que ajuda o sistema imunitário a identificar micróbios ou microrganismos que causam doenças. Consequentemente, o sistema imunitário destes animais atacou as células saudáveis.
 
Nos animais do sexo masculino com uma produção limitada de Blimp-1 não foi observada qualquer alteração no sistema imunitário dos mesmos. 
 
Apesar de serem necessários estudos mais aprofundados para confirmar que o gene de risco PRDM1 poderá conduzir a um sistema imunitário hiperativo nas mulheres, os achados deste estudo são muito significativos para melhor entender as causas e tratamentos potenciais do lúpus.
 
“O nosso estudo descobriu que um nível reduzido ou nenhum da proteína Blimp-1 num tipo de célula em particular, conduziu a um aumento na proteína CTSS que faz com que o sistema imunitário identifique as células saudáveis como algo para atacar, especialmente no sexo feminino”, comentou a autora principal do estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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