Demência: identificado fator de risco modificável em adultos mais velhos

Estudo publicado na revista “Journal of Alzheimer's Disease”

18 outubro 2018
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Um estudo de longa duração conseguiu identificar um fator de risco para a demência em adultos mais velhos que poderá ser modificado, mesmo numa idade bastante avançada.
     
O estudo de investigadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Pittsburgh, EUA, acompanhou 356 indivíduos mais velhos, com uma mediana de idades de 78 anos, durante mais de 15 anos, e apurou que a rigidez arterial é um bom prognosticador do desenvolvimento da demência.
 
No início do estudo, em 1998, nenhum dos participantes apresentava demência. Rachel Mackey, docente de epidemiologia e autora sénior do estudo, e equipa testaram a rigidez da aorta nos participantes através da velocidade da onda de pulso (VOP). Os mesmos foram ainda submetidos a ressonância magnética no cérebro para medir sinais de doença cerebral subclínica.
 
Foi apurado que os participantes com uma elevada VOP apresentavam uma possibilidade 60% mais elevada de desenvolverem demência durante os 15 anos seguintes em comparação com os que tinham valores mais baixos de VOP. 
 
Embora a rigidez arterial esteja correlacionada com a doença cerebral subclínica, estas variáveis de confundimento não explicaram os resultados. 
 
“É bastante surpreendente o facto de os ajustes para os marcadores da doença cerebral subclínica não terem diminuído em nada a associação entre a rigidez arterial e a demência”, comentou Chendi Cui, que participou neste estudo.
 
“Calculamos que a rigidez arterial faça aumentar o risco de demência, parcialmente através do aumento dos danos cerebrais subclínicos. No entanto, nestes adultos mais velhos, a rigidez arterial e os marcadores de danos cerebrais subclínicos pareciam estar relacionadas, de forma independente, com o risco de demência”, acrescentou.
 
O estudo é muito promissor pois não há muita evidência que aponte para a possibilidade de se reverter a doença cerebral subclínica, enquanto a rigidez arterial pode ser reduzida com medicação anti-hipertensiva, exercício físico e outros. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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