Demasiado manganês pode diminuir o QI nas crianças

Estudo publicado na “NeuroToxicology”

27 setembro 2017
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Um estudo recente revelou que a presença de níveis muito elevados de manganês no ar poderá produzir coeficientes de inteligência (QI) inferiores nas crianças.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinatti, em Ohio, EUA, teve por base o estudo de crianças residentes na cidade de East Liverpool, Ohio, na sequência da preocupação demonstrada pelas escolas distritais em relação ao fraco desempenho escolar dos alunos.
 
Sabia-se que a área de East Liverpool registava concentrações de manganês no ar que excediam os níveis de referência há mais de uma década.
 
O manganês é um elemento que se encontra normalmente em combinação com o ferro e muitos minerais e é usado na produção de aço, baterias, fertilizantes e outros. Este mineral é fundamental para o crescimento e desenvolvimento cerebrais. No entanto, a exposição excessiva ao manganês pode provocar toxicidade neurológica. 
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram 106 crianças, com 7 a 9 anos de idade, residentes em East Liverpool e arredores. Foram retiradas amostras de cabelo das crianças e tanto os participantes como os responsáveis pelos cuidados prestados às crianças responderam a questionários e avaliações cognitivas.
 
Como resultado, foi verificado que o aumento de manganês nas amostras de cabelo das crianças estava associado, de forma significativa, à redução dos QI, rapidez de processamento e memória funcional das mesmas. 
 
Face aos resultados, Erin Haynes, autora principal do estudo comentou que “as crianças poderão estar particularmente suscetíveis aos efeitos de toxicidade neurológica à exposição ambiental ao Mn [manganês] pois os seus cérebros encontram-se num processo dinâmico de crescimento e de desenvolvimento”. 
 
É de referir que na cidade de East Liverpool existe um incinerador de lixo e um processador de manganês. A cidade apresenta um historial de exposições ambientais a níveis elevados de concentrações de magnésio desde o ano 2000. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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