Crianças obesas correm risco substancial de doença grave na anca

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

24 outubro 2018
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Um novo estudo sugere que a obesidade infantil pode causar o desenvolvimento de uma doença da anca debilitante que requer intervenção cirúrgica de urgência.
     
Conduzido por uma equipa de investigadores das Universidade de Liverpool, Oxford e Aberdeen e ainda pelo Hospital Pediátrico Alder Hey, todos no Reino Unido, o estudo indicou que a obesidade poderá ser responsável pela epifisiólise proximal do fémur (EPF), uma doença que afeta um em cada 2.000 adolescentes.
 
A EPF consiste numa deformação da anca que pode causar o seu deslizamento, provocando dor e incapacidade para o resto da vida. É muito importante a deteção precoce da doença pois pode minimizar a sua severidade. A EPF é uma das causas principais da cirurgia de substituição da anca em jovens e por vezes em crianças.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram o índice de massa corporal (IMC) de quase 600.000 crianças na Escócia.
 
A equipa descobriu que as crianças que eram obesas aos cinco anos de idade apresentavam uma possibilidade 75% mais elevada de continuarem a ser obesas aos 12 anos. 
 
Adicionalmente, as crianças com obesidade severa aos cinco anos de idade apresentavam um risco quase 20 vezes maior de desenvolverem EPF do que uma criança magra. Foi observado que quanto mais elevado era o IMC dos pequenos participantes, maior era o seu risco de EPF.
 
“Os cirurgiões desconfiavam, desde longa data, que a obesidade na infância era a causa desta doença e estes resultados tornam isso muito claro”, comentou Daniel Perry, um dos investigadores neste estudo.
 
“A identificação atempada da EPF significa que, normalmente, as crianças apenas necessitarão de uma cirurgia relativamente simples, enquanto as crianças nas quais tenha sido identificada mais tarde requerem frequentemente uma cirurgia reconstrutiva de alto-risco”, alertou o especialista. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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