Crianças estão a atingir maturidade óssea mais cedo

Estudo publicado na revista “Clinical Orthopaedics and Related Research”

21 dezembro 2018
  |  Partilhar:
As crianças estão a atingir a maturidade óssea numa idade mais precoce, anunciou um estudo recente.
 
Conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri, EUA, o estudo revelou que em relação a crianças nascidas há um século atrás, as raparigas estarão atualmente a atingir a maturidade óssea quase 10 meses mais cedo, e os rapazes quase sete meses.
 
“Os nossos achados demonstram que existe um ‘novo normal’ para a altura em que os esqueletos dos miúdos atingem maturidade total”, confirma Dana Duren, investigadora que liderou este estudo.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram radiografias de mais de 1.000 crianças nascidas entre 1915 e 2006, recolhidas no âmbito do Estudo Longitudinal Fels. A equipa concentrou-se nos ossos das mãos e punhos para determinarem a altura exata do início e fim do processo de desenvolvimento conhecido como fusão epifisária.
 
Segundo Dana Duren, a equipa concentrou-se na fusão epifisária, pois esta assinala o fim do crescimento do osso. 
 
“Inicia quando a placa de crescimento, que é a cartilagem no fim do osso, começa a ligar a epífise, ou extremidade do osso, ao osso longo através de pequenas calcificações. Eventualmente, a placa de crescimento calcifica-se completamente e liga-se ou funde-se com o osso longo. Quando a fusão fica completa, fica também o crescimento daquele osso”, explicou.
 
Os resultados da análise revelaram que os esqueletos das crianças nascidas nos anos 1990 atingiram a fusão completa, e assim, maturidade esquelética, mais rápido e precocemente do que as crianças nascidas nos anos 1930.
 
Embora não tenham estudado as razões deste fenómeno, os investigadores admitem que o facto de as crianças atualmente estarem mais expostas a hormonas ambientais e simuladores de hormonas pode contribuir.
 
Estes achados podem influenciar a altura da prestação de cuidados clínicos para certas doenças ortopédicas pediátricas, como diferenças no comprimento das pernas, escoliose e uso de hormonas de crescimento. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar