Criadas academias para incentivar população a fazer desporto

Programa destina-se a reduzir o risco de doenças

19 dezembro 2018
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Os centros de saúde e os municípios de cinco concelhos do norte do distrito de Lisboa estão a implementar academias para cidadãos que, por indicação médica, necessitam de praticar desporto.
 
O programa, considerado inovador no país, procura “responder à necessidade de reabilitar e aumentar a mobilidade e autonomia das pessoas”, promovendo a saúde e prevenindo o risco de doenças, explicou à agência Lusa António Martins, diretor do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Sul, ao qual pertencem os centros de saúde do Cadaval, Lourinhã, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.
 
“A prática do exercício físico ou atividade física regular é fundamental para prevenir doenças que são fatais, como as doenças cardiovasculares, diabetes, o excesso de peso e até mesmo o sedentarismo”, frisou o ACES Oeste Sul.
 
Dados do Instituto Ricardo Jorge indicam que 38,9% da população tem excesso de peso e 28,7% é obesa. Portugal tem também um elevado consumo de antidepressivos.
 
Só em Torres Vedras, por exemplo, dos 91.694 utentes inscritos no centro de saúde, seis mil são diabéticos e mais de seis mil são hipertensos.
 
O programa destina-se a utentes destes centros de saúde que possuam grau de dependência ligeira a moderada ou patologias cardiovasculares, respiratórias, metabólicas, osteoarticulares, neurológicas, depressão ou excesso de peso e que sejam referenciados pelo médico de família.
 
“Na Lourinhã e no Sobral de Monte Agraço, é notória a diminuição dos valores tensionais e das glicemias” em resultado do aumento da mobilidade dos aderentes, adiantou António Martins.
 
“As academias não são propriamente ginásios”, advertiu, contudo, o responsável, esclarecendo que a frequência da academia decorre apenas durante seis meses, como primeiro incentivo para os cidadãos começarem a praticar desporto de forma autónoma.
 
Além do exercício físico, as academias incentivam os participantes a adotarem a dieta mediterrânica, mais saudável.
 
O ACES Oeste Sul pretende, no futuro, alargar o programa a crianças e jovens com problemas de excesso de peso, já que, apesar de estar a decrescer, a obesidade infantil afeta 11,7% das crianças em todo o país.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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