Criada nova ferramenta que prevê asma em crianças pequenas muito eficaz

Estudo publicado na revista “Journal of Allergy and Clinical Immunology”

18 dezembro 2018
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Uma equipa de cientistas desenvolveu uma nova ferramenta para prognosticar a asma em crianças pequenas.
 
Denominada “Pediatric Asthma Risk Score” (PARS), a nova ferramenta demonstrou revelar maior exatidão e ser a menos invasiva até à data. Com efeito, a PARS revelou uma sensibilidade 11% mais elevada do que o Índice Preditivo de Asma (“Asthma Predictive Index”, no seu original em inglês, abreviado API).
 
O API é considerado como o padrão de ouro no diagnóstico da asma e os outros modelos prognosticadores da doença são comparados àquela ferramenta. Embora seja útil para prever que crianças não irão desenvolver asma, necessita de melhoramentos para prever que crianças irão, efetivamente, desenvolver a doença.
 
A ferramenta PARS foi desenvolvida por cientistas do Centro Médico do Hospital Pediátrico de Cincinnati, EUA, liderados por Jocelyn Biagini Myers, e consegue proporcionar um índice personalizado de asma a cada paciente, o que não é possível obter com a API. 
 
A PARS inclui critérios novos e menos invasivos do que as ferramentas anteriores. Para o cálculo do risco de asma são tidos em conta dados demográficos e fatores clínicos de rotina que são recolhidos em avaliações de asma e alergias nos consultórios médicos.
 
Os cientistas desenvolveram a ferramenta a partir de um estudo que incluía 762 bebés nascidos entre 2001 e 2003. Os pais dos bebés apresentavam pelo menos um sintoma de alergia. Os bebés foram examinados anualmente com 1, 2, 3, 4 e 7 anos de idade para verificar o desenvolvimento de doenças alérgicas. 
 
589 dos bebés foram avaliados aos 7 anos para verificar o desenvolvimento de asma, através de medições objetivas da função pulmonar. Foi detetada asma em 16% das crianças. Os cientistas questionaram os pais relativamente a vários fatores que podem contribuir para a asma.
 
A equipa apurou que as crianças que tinham asma aos 7 anos de idade apresentavam uma maior probabilidade de terem pelo menos um dos pais com a doença, dois ou mais testes positivos a alérgenos do ar ou alimentos, eczema em idade precoce, pieira frequente sem constipação, rinite alérgica nos primeiros três anos de vida e serem americanas africanas.
 
A ferramenta API falhou a identificação de 43% de casos de asma, mas que foram identificados pela ferramenta PARS.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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