Contagem de espermatozoides diminuiu para metade no ocidente

Estudo publicado na revista “Human Reproduction Update”

28 julho 2017
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Um novo estudo alargado apurou que a contagem de espermatozoide nos homens ocidentais desceu de forma alarmante nas últimas décadas.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade Hebraica-Faculdade de Saúde Pública e de Medicina da Comunidade Hadassah Braun em Israel e a Faculdade de Medicina Icahn no Hospital Mount Sinai em Nova Iorque, EUA, abrange um período de 39 anos, 50 países e produziu resultados alarmantes.
 
Para o estudo, a equipa investigou 7.500 estudos e completou uma mega análise de regressão de 185 estudos conduzidos entre 1973 e 2011.
 
Foi apurado que os homens na Europa, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia apresentavam uma descida na concentração de espermatozoides e 59,3% de redução na contagem total de espermatozoides. 
 
No entanto, não foi encontrada uma descida significativa na contagem de espermatozoides nos homens na Ásia, América do Sul e África, apesar de terem sido encontrados menos estudos sobre aquele tópico nestas regiões do globo. 
 
Adicionalmente, a taxa de declínio de espermatozoides nos homens ocidentais não aparentou tendência a estabilizar, sendo a descida também significativa entre os anos de 1996 e 2011.
 
“Considerando a importância das contagens de espermatozoides para a fertilidade masculina e a saúde humana, este estudo constitui uma chamada de atenção urgente para os investigadores e as autoridades de saúde em todo o mundo para investigarem as causas da contínua descida abrupta na contagem de espermatozoides, com o objetivo de prevenção”, alertou Hagai Levine, autor principal do estudo.
 
Os autores consideram que pelo facto de esta descida abrupta ser apenas verificada nos países ocidentais poderá estar ligada aos compostos químicos presentes no comércio.
 
Uma baixa contagem de espermatozoides está associada não só a problemas reprodutivos, mas também ao aumento da mortalidade e morbilidade por todas as causas. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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