Combinação de radiação e imunoterapia curou cancro pancreático em ratos

Estudo publicado na “Cell Reports”

15 outubro 2019
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O Instituto do Cancro Wilmot, da Universidade de Rochester, EUA, elaborou um estudo que revela um tratamento eficaz na cura do cancro pancreático em ratos.
 
O cancro pancreático é agressivo e altamente mortal. É, na maioria das vezes, descoberto tardiamente quando a cirurgia já não é opção e a quimioterapia já não faz efeito.
 
Os tumores pancreáticos são mais difíceis de tratar devido a uma mistura de proteínas tóxicas e outros tecidos que os rodeiam e protegem do sistema imunitário.
 
Os investigadores deste estudo combinaram duas formas de tratamento para obter dois resultados: ativar as células T para atacarem o cancro e converter as células imunossupressoras em células que combatem também o tumor.
 
No laboratório foi usada a radioterapia estereotáxica corporal (SBRT na sigla em inglês) que leva altas doses de radiação num curto período de tempo e também incita o sistema imunitário a matar células cancerígenas.
 
Em conjunto com a radioterapia foi usada a interleucina-12 conhecida pela sua atividade anti-cancro e que também ativa o sistema imunitário. Visto a interleucina-12 ter, muitas vezes, efeitos secundários, os investigadores estão a testar um método de libertação prolongada.
 
A equipa afirma que este método não só curou o cancro pancreático em ratos como reprogramou o organismo para desenvolver imunidade, fazendo a comparação com a vacina da gripe, que a previne.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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