Casos de demência podem triplicar até 2050

Alerta da Organização Mundial de Saúde

16 maio 2019
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Os casos de demência poderão triplicar até 152 milhões em todo o mundo em 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou um guia para prevenir a doença.
 
De acordo com uma notícia da agência Lusa, fazer exercício com regularidade, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter os níveis adequados de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue são algumas das recomendações que a OMS fará chegar aos governos, trabalhadores de saúde e pacientes.
 
"Ainda que não seja uma emergência global, é uma ameaça crescente para a saúde, já que os números estão a subir, com 50 milhões de pessoas afetadas pela demência na atualidade", disse à EFE a médica Neerja Chowdhary, do departamento de saúde mental da OMS, durante a apresentação do guia de prevenção.
 
O guia da OMS recomenda a dieta mediterrânica como uma das formas de evitar e/ou atrasar o aparecimento dos sintomas de demência, e, em contrapartida, desaconselha o uso de complexos vitamínicos ou outro tipo de suplementos não prescritos.
 
Combater e tratar a obesidade, a hipertensão e a diabetes é também aconselhado pela OMS, que, por outro lado, reconhece as dificuldades em estabelecer uma relação direta entre a prevenção da demência e a atividade social, o uso de antidepressivos ou de aparelhos para melhorar a capacidade auditiva.
 
A demência, ligada a enfermidades como o Alzheimer, só aparece a partir dos 60 anos, embora também possa ocorrer em idades menos avançadas, com sintomas iniciais como perda de memória de curto prazo, de atenção e de concentração, assim como problemas em realizar certos movimentos ou reconhecer caras e objetos.
 
O aumento da esperança de vida a nível mundial eleva potencialmente os casos de demência em virtude de esta doença estar ligada à idade, não sendo este problema exclusivo dos países desenvolvidos com populações mais envelhecidas.
 
As linhas de atuação que publicou a OMS não diferem demasiado dos conselhos para prevenir outras doenças, como é o caso das cardiovasculares.
 
Nas palavras do diretor-geral da OMS, o médico Tedros Adhanom Ghebreyesus, a demonstração científica para a elaboração destas recomendações confirma a tese de que "o que é bom para o coração, também é para o nosso cérebro".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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