Capacidade de recuperação muscular restabelecida em ratinhos idosos

Estudo publicado na “Nature Communications”

28 novembro 2018
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Uma proteína presente nos músculos em recuperação de ratinhos jovens demonstrou ajudar ratinhos mais velhos a recuperarem de lesões.
 
Num estudo conduzido por investigadores da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Pittsburgh, EUA, a proteína Klotho, conhecida como a proteína da longevidade, aparenta atuar, simultaneamente, como responsável e como agente terapêutico na recuperação dos músculos. 
 
A equipa observou que, em animais jovens, a expressão da Klotho aumenta após uma lesão muscular. Contudo, a expressão da proteína manteve-se inalterada em animais idosos. 
 
Para o estudo, os investigadores que suspeitavam que a proteína Klotho atua através de disfunção nas mitocôndrias, administraram um fármaco que se encontra em fase experimental, conhecido como SS-31 e que atua sobre as mitocôndrias, em ratinhos com deficiência da proteína. 
 
Como resultado, os animais tratados evidenciaram ter mais tecido muscular novo no local da lesão em relação aos ratinhos do grupo de controlo. Mais, a força dos ratinhos tratados após a recuperação equiparava-se à de roedores geneticamente normais.
 
Foi ainda observado que injetar Klotho em animais idosos, uns dias após terem sofrido uma lesão muscular, proporcionou mais massa muscular e uma melhor recuperação funcional em comparação com os ratinhos do grupo de controlo. Os ratinhos saudáveis e normais não evidenciaram beneficiar com o tratamento com SS-31 após uma lesão. 
 
Os investigadores consideram que estes achados poderão aplicar-se em humanos idosos que tenham sofrido uma lesão muscular ou uma intervenção cirúrgica que tenha danificado os seus músculos.
 
A equipa admite que se a proteína for administrada na altura correta e nas doses e via de administração corretas, poderá melhorar a regeneração muscular e permitir uma maior recuperação. 
 
“Testemunhámos níveis funcionais de regeneração muscular em animais idosos, comparáveis aos dos seus homólogos mais jovens, o que sugere que isto pode mais tarde tornar-se potencialmente uma opção terapêutica”, comentou Fabrisia Ambrosio, investigadora líder deste estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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