Cancros agressivos acumulam reservas de energia para se espalharem

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

14 outubro 2019
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Investigadores da Universidade do Michigan descobriram um método de acumulação de glicose por parte dos tumores, especialmente os mais agressivos, que lhes permite escapar ao tratamento e espalharem-se.
 
Para o estudo, mediram-se os níveis de glicogénio em linhas de células de cancro da mama triplo negativo, cancro da mama inflamatório, cancro da mama recetor hormonal positivo e de células da mama normais.
 
Descobriu-se que os cancros mais agressivos armazenam glicogénio em grandes quantidades, dependendo do oxigénio disponível e do que está armazenado no fígado.
 
“Isto significa que o cancro tem grandes reservas de glicogénio prontas para se transformarem em moléculas de glicose quando a necessidade aparecer”, explica Sofia Merajver, investigadora. A glicose converte-se em energia que o cancro usa para se espalhar e metastizar.
 
Foi ainda descoberta neste estudo uma enzima, a PYGB, que se expressa primariamente no cérebro e controla a degradação do glicogénio, tendo um papel importante no controlo do glicogénio no cancro da mama.
 
Ao bloquear esta enzima, os cientistas verificaram que as células do cancro da mama não conseguiam usar os seus armazenamentos de energia e tornaram-se menos agressivas. Este efeito não se verificou nas células da mama normais.
 
A equipa acredita que a PYGB pode ser um potencial alvo para tratar e prevenir metástases dos cancros da mama.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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