Cancro da mama triplo negativo: o poder das nanopartículas

Estudo publicado na revista “Precision Nanomedicine”

04 outubro 2018
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Uma equipa de investigadores descobriu que a administração da medicação através de nanopartículas é mais eficaz no tratamento do cancro da mama triplo negativo.
 
Entre 10 a 20% dos casos de cancro da mama diagnosticados são triplo negativos, um tipo de cancro mais agressivo e mais difícil de tratar pois as células cancerígenas não respondem à terapêutica hormonal ou a tratamentos que atuam sobre os recetores da proteína HER2
 
Num estudo da Universidade George Washington, EUA, os investigadores descobriram que a administração do fármaco doxorrubicina, que é usado em tratamentos com quimioterapia, através de nanopartículas é bastante promissor naquele tipo de cancro da mama.
 
A maioria das pacientes com cancro da mama triplo negativo é tratada com doxorrubicina, juntamente com taxanos e ciclofosfamida antes de serem submetidas a cirurgia. Uma percentagem de 25 a 45% das pacientes reponde muito bem ao tratamento e apresenta um prognóstico excelente a longo prazo.
 
Para determinarem a forma mais eficaz de administrar a doxorrubicina encapsulada numa plataforma de nanopartículas, Adam Friedman, autor sénior do estudo, e equipa sintetizaram várias formulações de nanopartículas com o fármaco de forma a identificarem que características das nanopartículas exerciam um melhor impacto sobre a atividade biológica contra diversas linhas de células cancerígenas resistentes. 
 
A equipa descobriu que com as nanopartículas menores e a libertação lenta de doxorrubicina, obtinha-se uma maior exterminação das células de cancro da mama triplo negativo.  
 
“Este estudo proporciona pistas para novas estratégias potenciais usando e manipulando a nanotecnologia para ultrapassar a resistência das células cancerígenas aos fármacos”, avançou Adam Friedman. “Já temos o trabalho preparado para nós, mas este estudo demonstra que estamos a avançar na direção certa”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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