Cancro da cabeça e pescoço resistente: imunoterapia é melhor que quimioterapia

Estudo publicado na revista “The Lancet”

05 dezembro 2018
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Um ensaio clínico demonstrou que o uso de imunoterapia é preferível à quimioterapia no tratamento do cancro da cabeça e pescoço resistente e em evolução.
 
Com a participação de 97 complexos clínicos, em mais de 20 países, o ensaio clínico randomizado demonstrou que o fármaco pembrolizumab, usado em imunoterapia, revelou-se mais eficaz e menos tóxico do que a quimioterapia convencional naquele tipo de cancro.
 
Para o estudo, entre dezembro de 2014 e maio de 2016 (17 meses), os investigadores trataram, aleatoriamente, 247 pacientes com carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço com pembrolizumab; outros 248 pacientes com a doença foram, aleatoriamente, selecionados pelos seus médicos para receberem um de três tratamentos convencionais (metotrexato, docetaxel ou cetuximab). 
 
Como resultado, em maio de 2017, 181 ou 73% (dos 247) pacientes do grupo da imunoterapia tinha morrido, contra 207 ou 83% (dos 248) pacientes no grupo da quimioterapia. 
 
Por outras palavras, a mediana da duração da sobrevida nos pacientes que receberam o pembrolizumab foi de 8,4 meses, enquanto que no grupo da terapia convencional esta não ultrapassou os 6,9 meses.
 
12 meses após o início do tratamento, 37% dos pacientes que estavam a receber pembrolizumab continuavam vivos, contra 26,5% dos pacientes a receberem quimioterapia.
 
Estudos anteriores tinham já revelado que o fármaco pembrolizumab era seguro e eficaz em casos resistentes daquele tipo de cancro da cabeça e pescoço. 
 
O pembrolizumab é um anticorpo que inibe a interação anormal entre a molécula PD-1 nas células imunitárias e a molécula PD-L-1 nas células tumorais, permitindo a ativação das células imunitárias para atacarem os tumores. 
 
Segundo os investigadores, este estudo revelou ainda potenciais biomarcadores para ajudar a identificar pacientes que poderão beneficiar de fármacos contra a molécula PD-1: “os pacientes cujos tumores expressam PD-L1”, explicou Cohen investigador neste estudo, da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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