Bolsas atribuídas a investigações sobre a SIDA e linfoma não-Hodgkin

Outras áreas de investigação e intervenção comunitária foram também premiadas

26 novembro 2019
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Os cientistas Joana Dias Gomes, investigadora na área do linfoma não-Hodgkin, e Miguel Azevedo Pereira, na de demência e do vírus da SIDA, foram dois dos 13 premiados com as bolsas Gilead Génese 2019, noticiou a Lusa.
 
As bolsas apoiam com 330 mil euros oito projetos de investigação científica e cinco de intervenção comunitária, nas áreas de hemato-oncologia, doenças hepáticas virais e metabólicas e infeção VIH/sida.
 
Joana Dias Gomes, veterinária e investigadora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, coordena um trabalho que visa desenvolver um tratamento direcionado e mais eficaz para o linfoma não-Hodgkin com recurso à nanotecnologia e biotecnologia.
 
Miguel Azevedo Pereira, investigador e professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, vai averiguar os motivos por que pessoas infetadas com o vírus da SIDA sofrem a prazo de demências e alterações cognitivas, apesar de o VIH infetar poucas células do sistema nervoso central.
 
Na área da investigação foram ainda financiados trabalhos liderados pelos cientistas Paula Macedo (Universidade Nova de Lisboa), Maria do Carmo Fonseca, Amélia Chiara Trombetta e João Forjaz Lacerda (Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes), Carlos Penha Gonçalves (Instituto Gulbenkian de Ciência) e Cristina João (Fundação Champalimaud).
 
No campo da intervenção comunitária, a Gilead decidiu apoiar este ano projetos da Fundação Portuguesa "A Comunidade Contra a Sida", do GAT - Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos VIH/sida, da Associação de Infecciologistas do Norte, da Bué Fixe - Associação de Jovens e da Associação de Intervenção Comunitária, Desenvolvimento Social e de Saúde.
 
As bolsas, que contam com o alto-patrocínio do Presidente da República, serão entregues em Lisboa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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