Bayer vai pagar indemnização de 87 milhões de dólares por cancro causado pelo glifosato

Cerca de 13.400 pessoas já processaram a empresa pelo herbicida Roundup

30 julho 2019
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Uma juíza federal norte-americana, decidiu reduzir de 2,055 mil milhões para 87 milhões de dólares a indemnização que a Bayer, proprietária da Monsanto, terá de pagar a um casal de idosos.
 
Segundo apurou a agência Lusa, a decisão é relativa a uma indemnização devida por cancro causado por um herbicida à base de glifosato.
 
Esta foi a terceira ocasião em que um magistrado reduziu de forma significativa o montante previamente estipulado por um tribunal nos vários litígios contra a empresa, protagonizados por pessoas com cancro que atribuem a doença ao herbicida Roundup, da Monsanto.
 
Na sua decisão, a juíza Winifred Smith, do Supremo Tribunal da Califórnia, em Oakland, considerou “excessivos e inconstitucionais” os mil milhões de dólares (898 milhões de euros) atribuídos a cada um dos idosos, que o júri determinou que a Bayer devia pagar como “castigo exemplar” e reduziu-os para 70 milhões para os dois.
 
A juíza considerou ainda que os 55 milhões de dólares adicionais com que o júri tinha castigado a empresa, como compensação por faturas médicas e sofrimento, tanto passado como futuro, eram excessivos e reduziu-os a 17 milhões.
 
No total, o casal formado por Alva e Alberta Pilliod vai receber 87 milhões por parte da empresa alemã, que adquiriu a norte-americana Monsanto no ano passado por 63 milhões de dólares, em vez dos 2,055 mil milhões inicialmente determinados pelo júri.
 
A Alva Pilliod, de 76 anos, foi diagnosticado um linfoma em 2011, enquanto à sua esposa, Alberta, de 74, foi em 2015. O casal usou o herbicida Roundup, da Monsanto, durante cerca de 30 anos no jardim da sua casa em Livermore, no Estado da Califórnia, EUA.
 
No total, estimam-se que cerca de 13.400 pessoas tenham processado ou integrem grupos que processaram a empresa alemã nos EUA por causa do Roundup.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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