Ass. Port. de Cancro Cutâneo pede encerramento de solários

Alerta para os perigos de cancro da pele causados pela emissão de raios UV

03 março 2020
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A Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) pediu coragem política para encerrar os solários, lembrando que oito minutos de exposição nestes equipamentos equivale a duas horas ao sol, na pior altura do dia.
 
Em declarações à agência Lusa, o presidente da APCC lembrou que, no ano passado, novos dados voltaram a mostrar as consequências dos solários e que "a pele memoriza as agressões".
 
“Todos os anos aparecem novos artigos e novas evidências. Percebo que Portugal queira estar em consonância com os restantes países europeus e sabemos que no nosso país há uma menor adesão aos solários, mas a nossa sensibilidade é que essa adesão pode estar a aumentar”, afirmou.
 
“O problema é que os solários emitem raios ultravioleta A, que origina pigmento, mas não leva à vermelhidão e, por isso, dá uma falsa sensação de segurança”, explicou Osvaldo Correia.
 
Ao longo de 18 anos consecutivos, estas ações de formação da APCC já envolveram mais de 13.000 profissionais, contribuindo para a literacia relativamente a este tema.
 
Segundo dados da APCC, estima-se o aparecimento de 13.000 novos casos de cancro de pele este ano em Portugal, dos quais mais de 1.000 serão novos casos de melanoma.
 
Desde há 18 anos que Portugal participa no Dia do Euromelanoma, uma iniciativa que atualmente engloba 34 países e que este ano, em Portugal, decorrerá a 20 de maio.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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