Áreas da saúde, ambiente e veterinária juntam-se no combate à resistência bacteriana

Jornadas juntaram técnicos das três áreas para discutir estratégias

22 novembro 2019
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Técnicos da saúde humana, animal e do ambiente juntaram-se em Lisboa para debater uma estratégia de combate à resistência aos antibióticos, tendo presente que a cada três segundos morrerá uma pessoa se estas resistências não forem ultrapassadas, noticiou a agência Lusa.
 
O número de mortes não parará de aumentar e as estimativas apresentadas referem que se nada for feito em Portugal em 2050 morreriam 49.900 pessoas devido a infeções intratáveis provocadas por bactérias multirresistentes.
 
As primeiras jornadas “Uma só saúde”, relativas à estratégia nacional de combate à resistência aos antimicrobianos, juntaram técnicos da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e da Agência Portuguesa do Ambiente.
 
A redução das infeções por bactérias multirresistentes e do uso inadequado de antibióticos na saúde humana, animal e na agricultura foram assim objetivos gerais traçados por especialistas nas três áreas.
 
O combate a este “problema global e intersetorial” deve ser feito com a introdução de boas práticas começando pela máxima: “se não há infeção, não é preciso antibiótico”.
 
Melhorar o conhecimento sobre a resistência - perceber como é que a resistência circula em Portugal - aumentar o investimento em vacinas e promover o diagnóstico microbiológico, foram medidas defendidas pelos responsáveis das várias áreas.
 
Os técnicos da direção-geral da Alimentação e Veterinária, da Agência Portuguesa do Ambiente e a DGS defenderam que devem aumentar a cooperação porque até agora a saúde humana e saúde animal e a área do ambiente não sabem o que se passa em cada um dos setores. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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