Análise ao sangue poderá prever recidiva de cancro da mama

Estudo publicado na revista “Nature Immunology”

15 julho 2019
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Uma análise ao sangue poderá futuramente prognosticar se uma paciente recém diagnosticada com cancro da mama sofrerá uma recidiva do carcinoma anos mais tarde, indicou um estudo.
 
A nova análise está a ser desenvolvida por investigadores da organização City of Hope, EUA e reflete, de forma geral, o sistema imunitário da paciente na altura do diagnóstico, o qual é um dos principais fatores que determinam a recidiva do cancro no futuro. 
 
Segundo o estudo, a eficácia da resposta imunitária antitumoral é determinada pelo equilíbrio entre as vias sinalizadoras pro-inflamatórias e anti-inflamatórias em resposta às citocinas (moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes, segundo a obra “Biocionário”).
 
Num paciente com cancro, as células imunitárias do sangue periférico, uma parte fundamental do sistema imunitário, tendem a ter menos respostas pro-inflamatórias das e mais respostas supressoras imunitárias, criando um ambiente imunitário sistémico propício ao desenvolvimento do cancro.
 
Os investigadores analisaram as respostas sinalizadoras a muitas citocinas pró e anti-inflamatórias em diferentes tipos de células imunitárias no sangue periférico de 40 pacientes recém diagnosticadas com cancro da mama.
 
Foram identificadas alterações na sinalização a quatro citocinas diferentes (duas pró e duas anti-inflamatórias) em linfócitos T regulatórios em alguns pacientes. 
 
Estes padrões de sinalização das citocinas no sangue periférico na altura do diagnóstico refletem o estado do sistema imunitário e preveem uma futura recidiva entre três a cinco anos mais tarde.
 
A equipa usou aqueles dados para criar um índice de sinalização de citocinas para funcionar como uma espécie de indicador de referência. A ideia é que a paciente faça uma análise ao sangue e tenha os seus dados inseridos num algoritmo que irá produzir um número, o qual indicará qual é o risco de recidiva do cancro no espaço de três a cinco anos.
 
Segundo os investigadores, estes achados poderão ser aplicados também a outras doenças que o sistema imunitário tenha que combater.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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