Alterações em várias zonas do cérebro de jovens com transtorno psicótico

Publicado na “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”

05 novembro 2019
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Um estudo, liderado por Maria Jalbrzikowski, observou as alterações neuronais no cérebro de crianças e jovens com perturbações psicóticas.
 
“A psicose é vista como uma doença psiquiátrica que tem origem nas alterações no desenvolvimento neuronal (…) mas até recentemente só se têm focado na imagiologia cerebral dos adultos que já desenvolveram a perturbação psicótica”, explica Jalbrzikowski.
 
A equipa começou, então, por investigar como as alterações no desenvolvimento neuronal contribuem para o desenvolvimento dos sintomas psicóticos.
 
Foram avaliadas imagens neuronais de 10.000 jovens entre os 9 e os 22 anos de idade que participaram na Coorte de Desenvolvimento Neuronal de Philadelphia.
 
Foi medida a grossura cortical e das superfícies do cérebro e calculados os volumes subcorticais. Depois de avaliada a sintomatologia psiquiátrica através de questionários, os participantes foram divididos em quatro grupos: desenvolvimento normal, espetro psicótico, espetro bipolar, e espetro bipolar e psicótico.
 
Comparando com os outros grupos, o grupo do espetro psicótico apresentava áreas significativamente menores da superfície orbitofrontal, do córtex cingulado e das regiões pré-central e pós-central.
 
O grupo do espetro psicótico tinha ainda um menor volume talâmico. As alterações foram apenas observadas neste grupo e não no grupo do espetro bipolar e psicótico.
 
Isto sugere que quem sofre dos dois distúrbios em conjunto poderá ter diferentes mecanismos neuronais que originam os sintomas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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