Afrontamentos persistentes associados a maior risco de cancro da mama

Estudo publicado na revista “Menopause”

16 janeiro 2019
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Um novo estudo sugere a existência de uma associação entre sintomas vasomotores persistentes na menopausa e a incidência e mortalidade por cancro da mama.
 
Embora existam bastantes estudos a abordar aquela temática, os resultados têm sido inconsistentes.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores de várias instituições académicas e clínicas norte-americanas, contou com dados do estudo conhecido como Women’s Health Initiative (que pode ser traduzido como iniciativa de saúde das mulheres).
 
A equipa seguiu 25.499 mulheres na pós-menopausa, com idades compreendidas entre os 50 e os 79 anos, durante 17,9 anos, para analisar a relação entre afrontamentos e suores noturnos persistentes (entendidos como manifestados durante pelo menos 10 anos) e a incidência de cancro da mama.
 
Ao longo do período de acompanhamento, sucederam 1.399 incidências de cancro da mama. Os investigadores apuraram que as mulheres que tinham sintomas vasomotores persistentes apresentavam uma incidência mais elevada do que as mulheres que nunca tinham tido aquele tipo de sintomas. 
 
Embora a mortalidade especificamente relacionada com o cancro da mama tivesse sido mais elevada nas mulheres com sintomas vasomotores persistentes, a diferença não era significativa em termos estatísticos. Isto significa que os sintomas vasomotores persistentes não influenciaram as taxas de sobrevivência do cancro da mama.
 
Esta possível associação entre sintomas vasomotores e cancro da mama continua a ser estudada devido a uma associação comum a hormonas. A terapia hormonal tem demonstrado ser o tratamento mais eficaz para aqueles sintomas, e os níveis de hormonas sexuais estão relacionados com o risco de cancro da mama na pós-menopausa. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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