Açafrão-da-terra inibe o crescimento de células cancerígenas

Estudo publicado na revista “ACS Applied Materials & Interfaces”

26 junho 2019
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Uma equipa de investigadores desenvolveu um sistema de libertação de fármacos que emprega açafrão-da-terra, um composto que inibe as células de cancro dos ossos e promove o crescimento de células dos ossos saudáveis.
 
O novo sistema é da autoria de uma equipa de investigadores da Faculdade de Engenharia Mecânica e de Materiais da Universidade do Estado de Washington, EUA, e poderá ser usado no tratamento do osteossarcoma, a segunda causa de morte por cancro em crianças.
 
As crianças com osteossarcoma são frequentemente tratadas com elevadas doses de quimioterapia antes e após intervenção cirúrgica, o que pode provocar bastantes efeitos adversos. 
 
Tornam-se assim necessários tratamentos menos agressivos, particularmente para depois das intervenções cirúrgicas aos jovens pacientes, uma altura em que recuperam dos danos provocados aos ossos e recebem fármacos agressivos para travar o crescimento tumoral. 
 
O açafrão-da-terra demonstrou possuir propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, promotoras do desenvolvimento ósseo e ainda preventivas em vários tipos de cancro. Segundo Susmita Bose, investigadora neste estudo, este composto tem origem vegetal, é mais seguro do que um fármaco sintético e barato.
 
O problema é que se for tomado de forma oral como fármaco, o açafrão-da-terra não é absorvido devidamente no organismo; é metabolizado e eliminado com demasiada rapidez.
 
Os investigadores deste estudo conseguiram construir uma estrutura de suporte feita de fosfato de cálcio, através de impressão em 3D. Este tipo de material cerâmico, ao contrário do metal da maioria dos implantes, assemelha-se mais ao osso real e poderá um dia ser usado como material de implantes após cirurgias ao cancro dos ossos. 
 
O açafrão-da-terra foi incorporado nas estruturas de suporte através de uma vesícula de moléculas de gordura, permitindo a sua libertação gradual.
 
A equipa observou que este sistema inibiu o crescimento das células de osteossarcoma em 96% após 11 dias, em relação a amostras não tratadas. Foi ainda observado o crescimento de células ósseas saudáveis. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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