A obesidade poderá fazer piorar a asma em crianças

Estudo publicado na “Pediatric Allergy & Immunology”

20 outubro 2017
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Um novo estudo apurou que as crianças obesas hospitalizadas devido a uma crise de asma correm um risco maior de serem novamente hospitalizadas.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Tóquio, do Instituto Nacional de Investigação da Saúde e Desenvolvimento da Criança, em Tóquio, Japão, e outras instituições japonesas, teve como objetivo investigar o impacto da obesidade em crianças hospitalizadas com uma crise de asma aguda.
 
Tanto a asma como a obesidade são problemas de saúde comuns em crianças.
 
Para o efeito, os investigadores contaram com as notas de alta hospitalares de 38.679 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 8 anos e que tinham sido diagnosticadas com asma.
 
As crianças foram dividias em grupos, de acordo com o peso, o qual foi classificado de acordo com as diretivas da Organização Mundial da Saúde: abaixo do peso normal, peso normal, excesso de peso e obesidade. A equipa identificou 3.177 crianças como tendo o peso abaixo do normal, 28.904 com peso normal, 3.334 com excesso de peso e 3.264 como sendo obesas. 
 
Os investigadores compararam as readmissões hospitalares, necessidade de cuidados intensivos, custos médios totais de hospitalização e duração do internamento entre os quatro grupos de crianças.
 
Foi apurado que as crianças do grupo obeso apresentavam uma maior possibilidade de readmissão hospitalar no espaço de 30 dias após receberem nota de alta, bem como passarem mais tempo internadas do que as crianças do grupo de peso normal.
 
Relativamente à necessidade de cuidados intensivos e custos totais de hospitalização não se registaram diferenças significativas. 
 
Os autores do estudo concluíram assim que perante os resultados, é muito importante a prevenção da obesidade pediátrica.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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