16 minutos a menos de sono são o suficiente para pôr o trabalho em risco

Estudo publicado na “Sleep Health”

29 abril 2019
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Basta dormir 16 minutos a menos do que o costume para fazer toda a diferença entre estar em forma mentalmente para um dia de trabalho e passar o dia distraído.
 
A conclusão é de um novo estudo conduzido por investigadores da Universidade do Sul da Flórida, EUA, que descobriu que o encurtamento da rotina de sono durante a semana de trabalho afeta substancialmente o desempenho no trabalho de forma negativa.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores liderada por Soomi Lee analisou 130 funcionários que trabalhavam na área da tecnologia da informação e que tinham pelo menos um filho em idade escolar.
 
Os participantes relataram que quando dormiam menos 16 minutos do que o usual numa noite e tinham má qualidade de sono, no dia seguinte experienciavam mais problemas cognitivos do que o normal. 
 
Os trabalhadores relatavam ainda níveis de stress mais elevados, especialmente em relação ao equilíbrio entre vida e trabalho, o que fazia com que fossem dormir mais cedo e acordassem também mais cedo devido à fadiga.
 
“Estas associações cíclicas refletem que o sono dos empregados é vulnerável ao stress cognitivo diário e também um dos fatores contribuidores para experiências cognitivamente stressantes”, afirmou Soomi Lee.
 
“Os achados deste estudo proporcionam evidência empírica em como os locais de trabalho precisam de fazer mais esforços para promoverem o sono dos seus funcionários. Quem dorme bem poderá desempenhar melhor o trabalho devido a uma maior capacidade de se ficar focado numa tarefa, de cometer menos erros e menos conflitos interpessoais”, concluiu a investigadora.
 
A equipa observou ainda que as consequências de um sono mais curto não eram tão aparentes se no dia seguinte não fosse dia de trabalho para o participante.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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