15% a 23% dos jovens atletas podem ter uma segunda lesão no joelho

Estudo de especialistas portugueses

13 novembro 2018
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Um estudo indica que 15% a 23% dos jovens atletas com menos de 25 anos, que sofreram uma lesão do ligamento cruzado anterior do joelho, e que regressaram à prática desportiva, correm risco de uma segunda lesão.
 
Em entrevista à Lusa, Rogério Pereira, fisioterapeuta desportivo e um dos autores do estudo, explicou que apesar de os programas nacionais para a promoção da atividade desportiva terem “feito uma pressão positiva”, sobretudo, junto dos pré-adolescentes e adolescentes, isso tem vindo a representar “um aumento no número de lesões desportivas”.
 
O estudo, designado “MRI-Based Laxity Measurement”, e desenvolvido por uma equipa de especialistas portugueses em medicina desportiva, integra um dos capítulos do livro “Return to Play in Football”, lançado em abril.
 
Segundo Rogério Pereira, também professor na Escola Superior de Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, é necessário “transladar a evidência científica” e promover a prevenção de lesões musculares para a “realidade dos clubes e das associações desportivas”.
 
“A medicina desportiva passa pela prevenção de lesões e pelo desenvolvimento das capacidades atléticas. Na verdade, melhorar a qualidade do movimento ajuda a ser melhor desportista e, ao mesmo tempo, ajuda a prevenir. Portanto, é só mesmo falta de conhecimento, falta de cultura e falta de vontade política dentro dos clubes”, afirmou.
 
O fisioterapeuta mencionou também que as raparigas têm um risco “duas a oito vezes superior” do que os rapazes de sofrer lesões musculares nos joelhos, que representam um terço de todas as lesões desportivas.
 
Para o professor universitário, “a boa notícia” é que a “intervenção de um fisioterapeuta com prescrição de exercício” pode mudar essa realidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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