“Síndrome de Havana” poderá ter sido causada por pesticidas

Estudo apresentado no Simpósio “Breaking the Barriers of Brain Science”

11 outubro 2019
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Um estudo liderado por Alon Friedman, da Universidade Ben-Gurion do Neguev, Israel, revela a possível razão para a “Síndrome de Havana” que afetou as embaixadas dos EUA e Canadá.
 
O pessoal diplomático do Canadá e EUA começou a reportar em 2017 sintomas como dores de cabeça, perda de equilíbrio, falta de sono e de concentração e problemas de memória. Um ataque acústico foi apontado como possível causa.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram 26 participantes canadianos: 23 diplomatas e famílias que viveram em Cuba e 3 que não viveram em Cuba.
 
Foram usadas técnicas de imagiologia avançadas, como técnicas de ressonância magnética e magnetoencefalogramas, assim como um conjunto de áreas da ciência, como neurologia, psiquiatria, oftalmologia, toxicologia, etc.
 
Foi possível observar os participantes antes e depois de regressarem de Cuba e foram registadas alterações no cérebro que ocorreram durante o tempo que estiveram em Havana. 
 
A investigação revela a natureza das lesões e distingue as áreas do cérebro específicas que foram afetadas. A causa aprovável reside nos inibidores de colinesterase com provável origem nos pesticidas organofosforados. 
 
A colinestarase é uma enzima chave para o bom funcionamento do sistema nervoso em humanos, insetos e invertebrados.
 
Friedman explica: “Localizar a exata região do cérebro danificada foi um fator importante que nos ajudou a focar os exames toxicológicos e bioquímicos ao sangue e chegar à conclusão de que a causa mais provável dos danos era uma repetida exposição a neurotoxinas”. 
 
Com este estudo esperam-se outros mais que avaliem o impacto destes e outros pesticidas e toxinas sobre a saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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