Viver em zonas verdes pode diminuir risco de síndrome metabólica

Estudo publicado na “Environmental Pollution”

07 outubro 2019
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O Instituto para a Saúde Global de Barcelona realizou um estudo que revela que viver em zonas com espaços verdes pode diminuir o risco de síndrome metabólica em pessoas de meia-idade e idosos.
 
A síndrome metabólica é um termo médico que designa um conjunto de fatores que ocorrem simultaneamente, como obesidade, hipertensão e elevados níveis de açúcar no sangue e de gordura abdominal. É um fator de risco elevado para doenças cardiovasculares e diabetes.
 
A investigação longitudinal incidiu sobre 6.000 adultos entre os 45 e os 69 anos no início da inscrição, seguidos entre 1997 e 2013, numa coorte no Reino Unido. Foram feitas análises ao sangue e mediu-se a pressão arterial e a circunferência abdominal. A zona onde residiam foi analisada por imagens satélite.
 
Com base nos dados recolhidos da coorte, os resultados sugerem que uma maior exposição a longo prazo a espaços verdes pode ter um papel importante na prevenção da síndrome metabólica como um todo, assim como reduzir os fatores individualmente.
 
Carmen de Keijzer, autora do estudo, afirma que esta redução “pode estar relacionada com melhores oportunidades de praticar exercício físico, assim como com uma menor exposição a poluição”.
 
Os investigadores observaram ainda que esta associação era mais acentuada nas mulheres, o que pode ser explicado por estas passarem mais tempo na área de residência.
 
O estudo revelou também um maior benefício para a saúde dos espaços com muitas árvores, o que incentiva a estudos sobre como a vegetação pode impactar a nossa saúde.
 
Payam Davdam, investigador, conclui que os espaços verdes ajudam a reduzir doenças, principalmente aquelas no topo das prioridades da saúde pública.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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