Tumor cerebral pode ser detetado em análises ao sangue

Estudo publicado na revista “Nature – Communications Biology”

05 setembro 2019
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Uma equipa de cientistas da Universidade de Sussex, Inglaterra, fez uma descoberta que pode desenvolver um método de diagnóstico do glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo, através do sangue.
 
Os investigadores, liderados por Georgios Giamas, identificaram novos biomarcadores em fluídos corporais que sinalizam a presença do tumor.
 
Os biomarcadores do cancro são moléculas que são encontradas exclusivamente ou altamente expressivas em células cancerígenas, comparando com as células saudáveis. São as marcas biológicas de uma doença e indicam a sua presença no corpo.
 
A investigação focou-se em particular em biomarcadores responsáveis pelos veículos extracelulares, que são pequenos “pacotes” libertados para os fluídos corporais pelas células para comunicarem umas com as outras.
 
“A nossa investigação oferece mais informação sobre os marcadores que podem sinalizar a presença do glioblastoma e o facto de termos identificado aqueles associados aos veículos extracelulares sugere que pode haver outra maneira de usar os fluídos corporais para detetar tumores no futuro”, explica Giamas.
 
Esta investigação abre portas à possibilidade de deteção de tumores sem necessidade de biópsias invasivas onde se tira um pedaço de tecido local. Bastará uma análise ao sangue para verificar a presença de biomarcadores produzidos e enviados para o sangue pelas células cancerígenas.
 
Rosemary Lane, uma das investigadoras da equipa, conclui: “Categorizar os vários subtipos de glioblastoma é crucial para o prognóstico dos pacientes (…). O facto de conseguirmos identificar as suas diferenças moleculares nos veículos extracelulares é de uma grande importância para a descoberta de novos biomarcadores no futuro”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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