Suplementos de zinco e ácido fólico não beneficiam fertilidade masculina

Estudo publicado na revista “JAMA”

13 janeiro 2020
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Investigadores da Universidade de Saúde de Utah, EUA, desenvolveram um ensaio clínico randomizado que revela que os suplementos de zinco e ácido fólico não aumentam a fertilidade masculina.
 
O zinco e o ácido fólico são suplementos alimentares tidos como um tratamento eficaz para a infertilidade masculina. O zinco é um mineral essencial à produção de esperma e o ácido fólico é importante para a formação do ADN no espermatozoide. 
 
Contudo, o presente estudo revela que estes suplementos não têm qualquer efeito positivo no melhoramento da fertilidade masculina.
 
Foram recrutados para a investigação 2.370 casais que pretendiam submeter-se a tratamentos de fertilidade. Os homens foram aleatoriamente separados em dois grupos, um para a toma de placebo diariamente e outro para a toma de 5mg de ácido fólico e 30mg de zinco, durante seis meses.
 
Os investigadores não encontraram diferenças significativas entre os dois grupos de homens relativamente ao número de nascimentos, havendo 404 nascimentos (34%) no grupo que tomou o suplemento e 416 nascimentos (35%) no grupo de placebo.
 
Além disso, os grupos tinham uma contagem de espermatozoides similar, assim como uma similar mobilidade e forma.
 
Contudo, os homens que tomaram os suplementos apresentavam uma maior proporção de ADN corrompido nos espermatozoides do que os do grupo de placebo. Estudos anteriores sugerem que a fragmentação de ADN é um contributo para a infertilidade masculina.
 
C. Matthew Peterson, um dos investigadores principais, alerta para os resultados deste estudo que comprovam que a toma de suplementos não aumenta a probabilidade de o casal engravidar e pode até causar efeitos secundários contraproducentes e que não são benéficos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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