Saúde cardíaca: nem todas as gorduras saturadas são iguais

Estudo publicado na “International Journal of Cardiology”

31 janeiro 2019
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Um novo estudo confirmou que a alimentação rica em gorduras saturadas que se encontram na carne apresentam um risco cardiovascular e que, por outro lado, as alternativas vegetarianas e lácteas são benéficas. 
 
O estudo liderado por Ivonne Sluijs do Centro Médico Universitário de Utrecht, pertencente à Universidade de Utrecht, Holanda, teve como objetivo analisar o efeito dos ácidos graxos saturados com cadeias de quatro a 18 átomos de carbono sobre o risco de enfarte do miocárdio.
 
Para o efeito, a equipa contou com dados de cerca de 75.000 pessoas no Reino Unido e Dinamarca. Durante o período de acompanhamento (13 anos para os participantes da Dinamarca e 18 para os britânicos) foram identificados quase 3.500 enfartes.
 
“Descobrimos que comer relativamente poucos ácidos graxos saturados de cadeia longa e consumir, em vez disso, proteínas baseadas em vegetais estava associado a um risco menor. A substituição daquelas gorduras saturadas por outras fontes de energia como hidratos de carbono não afetou o risco de se desenvolver enfarte do miocárdio”, explicou Ivonne Sluijs.
 
Embora a alimentação varie segundo a nacionalidade e outros fatores, a gordura saturada mais frequentemente consumida é o ácido palmítico, com 16 átomos de carbono, seguido do ácido esteárico, com 18 átomos de carbono, ambos presentes nos produtos feitos de carne.
 
O consumo de gorduras saturadas com cadeias de átomos de carbono mais curtas, presentes em produtos lácteos, é menos prevalente. 
 
“A nossa análise das alimentações de grupos elevados de indivíduos em dois países, ao longo do tempo demonstra que o tipo de gorduras saturadas que consumimos poderá afetar a nossa saúde cardiovascular”, esclareceu Ivonne Sluijs.
 
A investigadora recomendou caução relativamente aos resultados sobre o nível de associações entre os ácidos graxos saturados e o desenvolvimento de enfarte do miocárdio pois a equipa não determinou se aqueles ácidos eram a causa das diferenças ocorridas nos enfartes de miocárdio observadas. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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