Recidiva do cancro testicular pode ser evitada com só um ciclo de quimioterapia

Estudo publicado na revista “European Urology”

08 janeiro 2020
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O Instituto de Investigação do Cancro, em Londres, elaborou um estudo onde revela que, após a cirurgia ao cancro do testículo, apenas um ciclo de quimioterapia é suficiente para destruir as células cancerígenas que restam.
 
O cancro do testículo é o cancro mais comum em jovens adultos homens. Para muitos que são sujeitos a cirurgia por causa da forma mais agressiva do cancro, a doença pode voltar noutra parte do corpo.
 
Depois da cirurgia, os pacientes podem escolher serem submetidos a dois ciclos de quimioterapia para destruir quaisquer células cancerígenas que se tenham espalhado. Para os que escolhem não o ser, se sofrerem recidiva posteriormente, aí terão de ser submetidos a três ciclos.
 
A taxa de sobrevivência é alta, mas as sessões de quimioterapia podem provocar efeitos secundários a longo prazo nos homens jovens. Nesse sentido, quanto menos doses de quimioterapia, melhor.
 
Para o presente estudo, os investigadores analisaram 250 homens com cancro testicular em fase inicial com elevado risco de recidiva depois da cirurgia para verificar se menos dose de quimioterapia teria o mesmo efeito protetor.
 
Os pacientes foram submetidos a um ciclo de três semanas de quimioterapia que combina bleomicina, etoposido e cisplatina.
 
Os cientistas compararam então a taxa de recidiva ao fim de dois anos destes homens com a taxa de recidiva de outros submetidos a dois ciclos de quimioterapia em estudos anteriores e verificaram que as taxas eram idênticas: apenas 1,3% havia recidivado em ambos os tipos de tratamento.
 
“Reduzir a dose geral de quimioterapia pode poupar jovens homens com toda uma vida pela frente a efeitos secundários de longo prazo, o que também significa menos idas ao hospital”, explica Robert Huddart, professor do Instituto.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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