Quase 20% dos alunos tiveram comportamentos autolesivos no último ano

Estudo da Universidade de Lisboa e da Equipa Aventura Social

21 dezembro 2018
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Quase 20% dos alunos inquiridos num estudo disseram ter tido comportamentos autolesivos pelo menos uma vez no último ano, dos quais 58,7% referiram ter-se magoado nos braços.
 
Os dados fazem parte do estudo “Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) 2018”, uma iniciativa da investigadora Margarida Gaspar de Matos, da Universidade de Lisboa, e da Equipa Aventura Social, realizado em colaboração com a Organização Mundial de Saúde e que conta com a participação de 44 países. 
 
Foram aplicados questionários online a uma amostra constituída por 6.997 jovens do 6.º, 8.º e 10.º ano, a maioria (51,7%) raparigas, com uma média de idade de 13,73 anos.
 
O estudo pretende estudar os estilos de vida dos adolescentes em idade escolar nos seus contextos de vida, em áreas como o apoio familiar, escola, amigos, saúde, bem-estar, sono, sexualidade, alimentação, lazer, sedentarismo, consumo de substâncias, violência e migrações.
 
De acordo com o HBSC, 90% dos adolescentes nunca fizeram “bullying” nos últimos dois meses na escola e 81,2% disseram que nunca foram vítimas deste tipo de provocação, um resultado que “continua a refletir que mais jovens se assumem como vítimas do que como provocadores”.
 
Perto de 95% referiram nunca ter provocado “cyberbullying”, com recurso a tecnologias, e 91,8% disseram nunca terem sido vítimas desta provocação.
 
O estudo revela também que 72,6% dos adolescentes não estiveram envolvidos em lutas no último ano. Dos que se envolveram, 59,7% disseram que foi na escola, 21% na rua, 8,6% em casa e 7,5% num recinto desportivo/ginásio/balneário.
 
A nível do consumo de substâncias, o HBSC revela que 93,7% dos jovens referiram não fumar. Aponta ainda que 3,7% dos inquiridos disseram não consumir bebidas destiladas diariamente e 89,4% nunca consumiram. 
 
Referem mais frequentemente ter experimentado canábis (4,8%) e solventes/benzinas (3,6%), sendo o LSD e o Ecstasy as substâncias psicotrópicas mais desconhecidas entre os jovens.
 
O estudo defende a importância da “autorregulação e da promoção de outras competências pessoais e socioemocionais que aumente a valorização da saúde/bem-estar, e previna comportamentos lesivos da saúde, nomeadamente o uso de substâncias psicoativas”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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