Preocupação dos portugueses com consumo de sal diminuiu

Estudo do Instituto Nacional Ricardo Jorge

26 junho 2019
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A preocupação dos portugueses com o consumo de sal diminuiu entre 2014 e 2018, segundo um estudo do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA).
 
O objetivo do estudo, a cujos resultados a agência Lusa teve acesso, foi estimar a prevalência relativa à preocupação da população residente em Portugal continental com o consumo de sal, em 2014 e 2018, avaliar a sua evolução e caracterizar o perfil sociodemográfico dos participantes.
 
“Em 2014 verificou-se que 77,3% da população manifestou ter preocupação quanto ao seu consumo de sal, sendo que em 2018 este valor diminuiu para 75,2%, ainda que de forma não estatisticamente significativa”, refere o estudo publicado no sítio do INSA.
 
Todavia, esta variação não foi sentida de forma igual entre todos os grupos etários, sexos, níveis de escolaridade ou regiões.
 
Em ambos os anos a prevalência de mulheres preocupadas com o seu consumo de sal foi mais elevada do que nos homens: 82,3% para o sexo feminino face a 71,6% para o sexo masculino em 2014, e 77,6% face a 72,4%, respetivamente, em 2018.
 
Segundo o INSA, estes dados são coerentes com outros estudos que revelam que as mulheres demonstram maior preocupação com a sua saúde do que os homens, nomeadamente em relação a comportamentos e fatores de risco que podem ser modificados.
 
A preocupação com o consumo de sal revelou “uma tendência crescente e estatisticamente significativa” com o aumento da idade, “o que poderá estar relacionado com o facto da prevalência de doenças crónicas e, consequentemente, o controlo alimentar como forma de tratamento e prevenção aumentar nos estratos etários mais velhos”.
 
Em 2014, 83,5% dos indivíduos com 65 ou mais anos referiu ter preocupação com o consumo de sal, seguido pelo grupo etário dos 45 aos 64 anos (82,4%) e dos 15 aos 44 anos (70,2%).
 
Este padrão também se verificou em 2018, embora o grupo etário dos 45/64 anos tenha sofrido uma redução (73,1%) e o grupo sénior um ligeiro aumento (86,4%).
 
“Ainda que de forma não significativa, quer em 2014, quer em 2018, a preocupação com a ingestão de sal foi mais frequente na população com menor nível de escolaridade (ensino básico) comparativamente à população com maior nível de escolaridade (ensino superior): 81,1% face a 73,3%, respetivamente em 2014, e 77,3% face a 70,5%, respetivamente em 2018”, observa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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